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15-jul-2021 às 14:25

IMPACTO DE UM PROTOCOLO DE TERAPIA MANUAL OSTEOPÁTICA SOBRE A MECÂNICA RESPIRATÓRIA DE PACIENTES SOB VENTILAÇÃO MECÂNICA.

RESUMO

 

O ato de ventilar mecanicamente acarreta mudanças na mecânica respiratória, sendo que a manutenção do paciente em VM por longos períodos está relacionada ao comprometimento muscular respiratório, causando hipotrofia e resistência, modificando a atividade muscular respiratória e o padrão de movimentação da caixa torácica, resultando em atrasos na retirada da prótese ventilatória. O uso da terapia manual na fisioterapia respiratória tem como proposta corrigir possíveis alterações na musculatura respiratória a fim de otimizar a mobilidade dos componentes da caixa torácica, impactando positivamente na mecânica pulmonar. Analisou-se o impacto de um protocolo de manobras fisioterapêuticas manuais sobre a mecânica respiratória sob VM. Trata-se de um ensaio clínico, cuja amostra foi composta por 8 pacientes, de ambos os sexos, com idade entre 35 e 69 anos, internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Trabalhador (HT) localizado na cidade de Curitiba/Paraná, no período de fevereiro a julho de 2020. O protocolo incluiu 7 técnicas para mobilização da caixa torácica, expansibilidade, liberação diafragmática e liberação da musculatura acessória. As variáveis da mecânica respiratória, complacência estática (Cest) e resistência de vias aéreas (Raw), foram analisadas antes e após a utilização do protocolo. Não foram observadas diferenças significativas para Cest e Raw após intervenção, (p≤0,60) e (p≤0,08) respectivamente, a PAM apresentou redução significativa após intervenção, (p≤0,01). Não houve impacto nas variáveis de mecânica respiratória analisadas, porém observou-se melhora na terapia de higiene brônquica dos pacientes bem como relaxamento e melhora da perfusão tecidual traduzidos pela redução da PAM.

Palavras-chave: terapia intensiva, ventilação mecânica, mecânica ventilatória, terapia manual.

 

ABSTRACT

 

The act of mechanically ventilating alone causes changes in respiratory mechanics, and maintaining the patient on MV for long periods is related to respiratory muscle impairment, causing hypotrophy and resistance, modifying respiratory muscle activity and the pattern of movement of the rib cage, resulting in delays in the removal of the ventilatory prosthesis. The use of manual therapy in respiratory physiotherapy aims to correct possible changes in respiratory muscles in order to optimize the mobility of the components of the rib cage, positively impacting pulmonary mechanics. Analyzed the impact of a protocol of manual physiotherapeutic maneuvers on respiratory mechanics under MV. The present study was a clinical trial, the sample of which consisted of 8 patients, of both genders, aged between 35 and 69 years old, admitted to the Intensive Care Unit (ICU) of the Hospital do Trabalho (HT) located in the city from Curitiba / Paraná, from February to July 2020. The protocol included 7 techniques for mobilizing the rib cage, expandability, diaphragmatic release and accessory muscle release. The variables of respiratory mechanics, static compliance (Cest) and airway resistance (Raw), were analyzed before and after using the protocol. No significant differences were observed for Cest and Raw after intervention, (p≤0.60) and (p≤0.08) respectively, MAP showed a significant reduction after intervention, (p≤0.01). There was no impact on the variables of ventilatory mechanics analyzed, but there was an improvement in patients’ bronchial hygiene therapy, as well as relaxation and improvement in tissue perfusion translated by the reduction of MAP.

Keywords: intensive care, mechanical ventilation, ventilatory mechanics, manual therapy;

Sobre o Autor:

 

Jessiane Karine Leandro De Almeida1, Kethelyn Contente Alves2, Luana Caroline Kmita3, Ana Paula Oliveira Rodrigues4 , Esperidião Elias Aquim5

1 Pós graduanda em Terapia Intensiva – Faculdade Inspirar – Curitiba/PR
2 Pós graduanda em Terapia Intensiva – Faculdade Inspirar – Curitiba/PR
3 Professora da Pós-Graduação em Terapia Intensiva– Faculdade Inspirar Curitiba/PR
4 Professora da Pós-Graduação em Terapia Intensiva– Faculdade Inspirar Curitiba/PR
5 Professor da Pós-Graduação em Terapia Intensiva– Faculdade Inspirar Curitiba/PR

Autor para correspondência:

Kethelyn Contente Alves
R. Aníbal Feliciano dos Santos, 339 Colombo – PR
e-mail: [email protected]

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