03-ago-2015 às 15:06

    DOR CRÔNICA EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E NÃO INSTITUCIONALIZADOS E SUA RELAÇÃO COM A COGNIÇÃO, CAPACIDADE FUNCIONAL, DEPRESSÃO E QUALIDADE DE VIDA

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    Com o aumento da população idosa e da expectativa de vida faz-se necessário ampliar o conhecimento sobre como a dor afeta os idosos.

    Chronic pain in elderly institutionalized and non-institutionalized and its relation to cognition, functional capacity, depression and quality of life

    Jordana Gertrudes da Silva Feltrin1, Gisele Agustini Lovatel2, Poliana Penasso Bezerra3

    RESUMO

    Com o aumento da população idosa e da expectativa de vida faz-se necessário ampliar o conhecimento sobre como a dor afeta os idosos. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi analisar as características da dor crônica, cognição, capacidade funcional, sintomas depressivos e qualidade de vida em idosos institucionalizados e não institucionalizados, bem como analisar as relações entre esses desfechos comparando os idosos de acordo com o local de residência. Inicialmente foram avaliados 45 idosos, destes 15 atenderam aos critérios de inclusão (presença de dor crônica e não apresentar alteração cognitiva). Após seleção os idosos foram divididos em dois grupos: G1 (n=10): idosos não institucionalizados e G2 (n=5): idosos institucionalizados. Os idosos foram avaliados por meio de questionário que continha dados pessoais e características da dor crônica, escala numérica visual da dor, Mini-Exame do Estado Mental, questionário de incapacidade de Roland Morris, escala de atividades instrumentais de vida diária de Lawton e Brody, escala de Depressão Geriátrica e questionário de qualidade de vida SF-36. Para análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva (média, desvio padrão e percentual) e diferença entre grupos por meio do teste t de Student (p<0,05). Os resultados evidenciaram que a dor crônica foi mais prevalente na coluna lombar, com média intensidade da dor no G1 (6,8±2,82) e G2 (4,2±2,17). Quando os grupos foram comparados, o G2 apresentou pontuações menores na avaliação cognitiva (valor G2 vs. valor G1), menor desempenho de atividades diárias (valor G2 vs. valor G1) e maior incidência de sintomas de depressão (valor G2 vs. valor G1). Não houve diferença na qualidade de vida (valor G2 vs. valor G1, p > 0,05). Em conclusão, a percepção da intensidade da dor crônica foi menor em idosos institucionalizados, refletindo a pior condição cognitiva, menor desempenho funcional e maior incidência de sintomas depressivos.

    Palavras-chave: Idoso, Dor Crônica, Atividades Cotidianas, Qualidade de vida, Depressão.

    ABSTRACT

    With the increasing elderly population and life expectancy it is necessary to increase knowledge of how pain affects the elderly. Thus, the aim of this study was to analyze the characteristics of chronic pain, cognition, functional capacity, depressive symptoms and quality of life in institutionalized and non-institutionalized elderly and to examine the relationships between these outcomes comparing the elderly in accordance with local residence. Initially 45 elderly were evaluated, of these 15 met the inclusion criteria (presence of chronic pain and not present cognitive impairment). After selecting the elderly were divided into two groups: G1 (n = 10): non-institutionalized elderly and G2 (n = 5): institutionalized elderly. The elderly were evaluated through a questionnaire containing personal data and characteristics of chronic pain, visual analog pain scale, Mini Mental State Examination, disability questionnaire of Roland Morris, instrumental activities of daily living scale by Lawton and Brody, Geriatric Depression scale and quality of life questionnaire SF-36. Data analysis was used descriptive statistics (mean, standard deviation and percentage) and difference between groups through the Student t test (p <0.05). The results showed that chronic pain was more prevalent in the lumbar spine, mean pain intensity in G1 (6.8 ± 2.82) and G2 (4.2 ± 2.17). When the groups were compared, the G2 showed lower scores on cognitive assessment (value G2 vs. value G1), lower performance of daily activities (value G2 vs. value G1) and higher incidence of symptoms of depression (value G2 vs. value G1). There was no difference in quality of life (value G2 vs. value G1, p> 0.05). In conclusion, the perception of chronic pain intensity was lower in institutionalized elderly, reflecting the worst cognitive condition, lower functional performance and higher incidence of depressive symptoms.

    Keywords: Elderly, Chronic pain, Activities of daily living, Quality of life, Depression.

    SOBRE O AUTOR:

    1 – Acadêmica do curso de graduação em fisioterapia da Universidade Federal de
    Santa Catarina, Araranguá, Santa Catarina, Brasil.
    2 – Doutora em Ciências (Neurociências) pela UFRGS, Docente do curso de
    graduação em fisioterapia da Universidade Federal de Santa Catarina, Araranguá,
    Santa Catarina, Brasil.
    3 – Doutora em Ciências (Neurologia) pela FMRP/USP, Docente do curso de
    graduação em fisioterapia da Universidade Federal de Santa Catarina, Araranguá,
    Santa Catarina, Brasil.

    AUTOR CORRESPONDENTE:

    Poliana Penasso Bezerra
    Universidade Federal de Santa Catarina.
    NUPEDS – Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde.
    Rodovia Governador Jorge Lacerda, nº 3201 – Km 35,4
    Bairro: Jardim das Avenidas CEP: 88906-072 Araranguá – SC.
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