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    13-set-2011 às 09:53

    Correlação do Índice Preditor de Mortalidade BODE em Doentes Pulmonares Obstrutivos Crônicos Fisicamente Ativos e Sedentários

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    Correlation of the Bode Mortality Predictor Index in Physically Active and Sedentary Chronic Obstructive Pulmonary Diseased Patients

     
    Tatiana Raquel Filippin¹; Deborah Ariza²; Ana Carolina Negrinho de Oliveira Beloto³

     

     A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é definida como uma patologia prevenível e tratável, com alguns efeitos extrapulmonares. Seu caráter sistêmico indica a necessidade de avaliar a associação de vários parâmetros no prognóstico da doença. O índice preditor de mortalidade BODE não avalia apenas o grau de obstrução da via aérea (VEF1), mas combina as medidas de fatores como índice de massa corporal (IMC), dispnéia e a tolerância ao exercício.

     RESUMO

    A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é definida como uma patologia prevenível e tratável, com alguns efeitos extrapulmonares. Seu caráter sistêmico indica a necessidade de avaliar a associação de vários parâmetros no prognóstico da doença. O índice preditor de mortalidade BODE não avalia apenas o grau de obstrução da via aérea (VEF1), mas combina as medidas de fatores como índice de massa corporal (IMC), dispnéia e a tolerância ao exercício. O conjunto de alterações apresentadas pelo portador de DPOC impede o paciente de praticar atividade física, levando-o ao descondicionamento físico progressivo. O objetivo deste estudo foi verificar a associação entre o índice de BODE e suas variáveis com a atividade física em portadores de DPOC moderada e grave. Os pacientes foram divididos em dois grupos classificados em ativos e sedentários, sendo calculado o índice BODE dos dois grupos. As variáveis VEF1, IMC, dispnéia e distância no teste da caminhada de seis minutos (DPTC6’) também foram comparadas entre os dois grupos. Em 55 pacientes avaliados o valor médio de BODE foi de 1,3 para o grupo de pacientes ativos e de 3,82 para os sedentários. Houve diferença significativa na comparação das variáveis VEF1, DPTC6’ e índice de BODE. A ocorrência da maior pontuação do BODE para os pacientes sedentários sustenta o conceito geral de que a inatividade aumenta o risco de morte.

    Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica , Índice preditor de mortalidade BODE, Atividade física.

    ABSTRACT

    Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD) is defined as a preventable and treatable pathology, with some extrapulmonary effects. Its systemic character indicates the necessity to evaluate the association of many parameters in the disease prognostic. The BODE mortality predictor index doesn’t evaluate only the airway obstruction degree (FEV1), but it combines the measure of factors such as the body mass index (BMI), dyspnea and the exercise tolerance. The group of changes presented by the COPD patients prevents the patient from practicing any physical activity, causing him a progressive physical deconditioning. The objective of this study will be to verify the association between the BODE index and its variables with the physical activity in moderate and severe COPD patients. The patients were divided into two groups classified as active and sedentary, calculating the BODE index of both groups. The variables FEV1, BMI, dyspnea and the six minutes walking distance (SMWD) test were also compared between both groups. In 55 evaluated patients the medical BODE value was of 1,3 for the active patients group and of 3,82 for the sedentary one. There were significant difference in the comparison of the variables dyspnea, VEF1, SMWD and BODE index. The occurrence of the higher BODE score of the sedentary patients sustains the general concept that the inactivity increases the risk of death.

    Keywords: Chronic Obstructive Pulmonary Disease, BODE mortality predictor índex, Physical activity.

    Sobre os Autores

    1. Aluna de pós graduação do curso de Fisioterapia em Cardiorrespiratória da INSPIRAR e Fisioterapeuta atuante no Instituto do Pulmão de Cascavel;
    2. Fisioterapeuta mestre em Farmacologia pela Universidade Federal do Paraná – UFPR;
    3. Fisioterapeuta mestre em Ciências da Reabilitação pela Universidade Nove de Julho – UNINOVE

    Recebido: 06/2011
    Aceito: 07/2011
    Autor para correspondência: Tatiana Raquel Filippin
    Endereço: R. Cristóvão Colombo, 1166, Pioneiros Catarinenses
    Vila Dione, Cascavel – PR
    Email: [email protected]

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