28-maio-2010 às 16:40

    Capacidade de Idosos Institucionalizados para Realizar Atividades Instrumentais de Vida Diária

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    Elderly Institutionalized People Capacity To Perform Daily Instrumental Activities

     
    Jivago Alvim Lacerda¹, Lídia Dornelas Moreira¹ , Lorena Letícia de Castro Souza¹ , Edmar Vieira dosSantos¹ , Talita Luiza Medeiros Araújo¹ , Roberta Xaver Bruno²

     

    Resumo

    O processo de envelhecimento populacional tem sido um fenômeno rápido causando mudanças bruscas na sociedade. Esse processo provoca alterações biológicas, psicológicas e sociais aumentando a susceptibilidade às doenças e incapacidades, e a demanda por serviços de saúde ou outras modalidades de atendimento para idosos, como as instituições de longa permanência. O processo de envelhecimento populacional tem sido um fenômeno rápido causando mudanças bruscas na sociedade. Esse processo provoca alterações biológicas, psicológicas e sociais aumentando a susceptibilidade às doenças e incapacidades, e a demanda por serviços de saúde ou outras modalidades de atendimento para idosos, como as instituições de longa permanência. E, quanto maior o tempo de institucionalização, maior a debilidade do idoso. O presente estudo tem por objetivo avaliar a capacidade funcional para atividades instrumentais de vida diária (AIVD) em idosos institucionalizados. A pesquisa baseou-se na aplicação da Escala de Lawton. Em outubro de 2009 foram avaliados idosos de ambos os sexos, de dois asilos, em Muriaé/MG. A amostra foi composta por 42 idosos com idade média de 76,8 anos, formada majoritariamente por mulheres (69,4%). Quanto ao sexo, os dados dos asilos não foram significativos quando comparados.
    Ao relacionar especificamente cada item avaliado, o grau de independência foi relativamente maior que o de dependência e de dependência parcial nas AIVD’s. No geral, uma pequena parcela da amostra apresenta independência nas AIVD´s (5%) e, grande parte dos idosos (90%) precisa de ajuda na realização destas atividades. Quanto à idade não foram encontradas grandes diferenças entre idosos de 60 a 80 anos e de 81 a 100 anos. Conclui-se que embora haja um alto índice de idosos com dependência parcial nas AIVD’s, ao avaliarmos as AIVD’s individualmente houve um índice alto de independência para a maioria dos idosos. Evidenciando a necessidade de se desenvolver ações que atuem de forma curativa e preventiva.

    Palavras-chave: Idosos, institucionalização, capacidade funcional.

    Abstract

    The aging process has been a rapid phenomenon causing sudden changes in society. This process takes to biological, psychological and social changes, increasing susceptibility to disease and  disability, and the demand for health care or other forms of assistance for the elderly, such as long-stay institutions. And the longer the duration of institutionalization, the greater the weakness of the elderly. This study aims to evaluate the functional capacity for Instrumental Activities of Daily Living (IADL) in elderly subjects. The research was based on the application of the Scale of Lawton. In October 2009 were evaluated elderly of both sexes, from two nursing homes in Muriaé/MG. The sample consisted of 42 elderly patients with a mean age of 76.8 years, consisting mainly of women (69.4%). Regarding gender data from nursing homes were not significant when compared. By linking each item specifically assessed the degree of independence was relatively higher than that of dependence and partial dependence on the IADL’s. In general, a small portion of the sample hás independence in IADL´s(5%), and maney elderly people (90%) need help in such activities. There were no differences between the aged 60 to 80 years and 81 to 100 years. We conclude that although there is a high rate of elderly patients with partial dependence on the
    IADL’s, when assessing the elderly individually was a high rate of independence in most of the AIVD’s. Emphasizing the need to develop actions that act to cure and prevent.

    Key words: Elderly, institutionalization, functional capacity.

    Sobre os Autores

    1. Acadêmico do Curso de Fisioterapia

    2. Fisioterapeuta, Professora da Faculdade de Minas – Muriaé-MG.

    Recebido: 05/03/2010
    Aceito: 10/03/2010
    Autor para correspondência: Jivago Alvim Lacerda
    E-mail: [email protected]

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