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DEPENDÊNCIA QUÍMICA COM ÊNFASE EM CUIDADOS DE RECURSOS HUMANOS

Início em 10/04/21
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O uso nocivo de álcool e drogas vêm se tornando, nas últimas décadas, um problema endémico de saúde pública no Brasil e no mundo, problema para o qual parece não existir estratégias capazes de diminuir efetivamente sua incidência e seus agravos, não somente no que diz respeito à saúde do usuário, mas também, e principalmente, a todo o contexto familiar, social, político, econômico e legal que permeia o assunto.
De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas da United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC, 2019) aproximadamente 250 milhões de pessoas no mundo, ou uma de cada 20 pessoas com idade entre 15 e 64 anos, usam drogas ilícitas. Destas, cerca de 29,5 milhões (quase 12%) usam drogas de forma problemática e apresentam transtornos relacionados ao consumo de drogas, incluindo a dependência, havendo uma incidência anual de aproximadamente 190.000 mortes prematuras devido ao uso de drogas no mundo. Este mesmo relatório aponta que o custo econômico social decorrente do uso de drogas ilícitas é de aproximadamente 1,7% do Produto Mundial Bruto.
De acordo com o relatório sobre álcool e saúde da Organização Mundial da Saúde - OMS (WHO, 2018) o consumo nocivo de álcool provocou 3 milhões de mortes (5,3% de todas as mortes) e foi o primeiro fator relacionado com o DALY (disability-adjusted life year), indicador internacional que significa "expectativa de vida corrigida pela incapacidade" ou "expectativa de vida saudável", e indica o número de anos que um indivíduo pode esperar viver de forma saudável, sem limitações ou incapacidades. O uso nocivo de álcool foi também a 7ª causa de anos de vida perdidos, dados que evidenciam como o álcool tem se tornado o maior problema de saúde pública mundial, problemática de muito maior gravidade do que o consumo de todas as substâncias ilícitas juntas.
Em âmbito nacional, segundo pesquisa realizada em 2012 pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas - INPAD junto com a Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, Brasil é o maior mercado mundial de cocaína/crack, correspondendo a 20% do consumo mundial da substância. A pesquisa ainda mostra que quase 3 milhões de pessoas no Brasil são usuários de cocaína/crack (LARANJEIRA, 2014).
Em sua etiologia, o uso nocivo de substâncias já foi compreendido de diversas formas durante a história, desde uma perversão de caráter até um problema meramente biológico, sabendo-se hoje que é um problema multifatorial, que precisa ser abordado numa multiplicidade de linhas de cuidado, articuladas e complementares (RIBEIRO; LARANJEIRA, 2016; RIBEIRO, 2012a; MARQUES, 2001), dentre as quais podem ser destacados os serviços de regime residencial, com promoção de ambientes livres de álcool e drogas ilícitas, assim como os serviços de regime ambulatorial, com critérios de adesão de menor exigência, que não consideram a abstinência como critério de ingresso e permanência, que se norteiam pelas estratégias de redução de danos (NIDA, 2018; BRASIL, 2001).
No que diz respeito ao tratamento da dependência química, o National Institute of Drug Abuse (NIDA), um dos principais institutos de pesquisa sobre drogas do mundo, afirma que não há uma única forma de tratamento que seja apropriada para todas as pessoas e que, para ser efetivo, o tratamento deve contemplar todas as necessidades e peculiaridades do indivíduo, sejam estas médicas, psicológicas, sociais, profissionais ou legais (NIDA, 2018).
De acordo com isto, o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em texto aprovado na reunião da Assembleia Geral de 23 de março de 2018, afirmou que é fundamental que o problema mundial das drogas receba um olhar integrado entre diferentes áreas do conhecimento, como saúde, segurança pública, assistência social, justiça, entre outros, que devem realizar intervenções com responsabilidade compartilhada (UN, 2018).
Isto evidencia a necessidade de construir estratégias eficazes de cuidado para os dependentes químicos, considerando a necessidade de incluir todas as formas possíveis de atendimento, muito além de ideologias e partidarismos.
Segundo o NIDA (2018), o tratamento, para ser eficaz, deve estar disponível, ou seja, ser de fácil acesso, já que a motivação para o mesmo tem uma duração curta no dependente químico. A pesquisa do UNODC (2017) mostra que apenas 1 em cada 6 dependentes químicos que precisam de tratamento no mundo conseguem acessar um programa, sendo que na América Latina esta proporção é de 1 para cada 11 pessoas. Também mostra que estes programas estão mais disponíveis nas grandes áreas urbanas, em detrimentos das regiões rurais ou interioranas.
Estes dados evidenciam como a formação de qualidade na área da prevenção do uso indevido e nocivo de drogas, assim como nos cuidados, tratamento e reinserção social de pessoas com problemas decorrentes do uso de substâncias psicoativas (drogas lícitas e ilícitas).
Este curso apresenta o problema do uso de drogas de forma clara e didática, desprovida de moralidades e partidarismos, elementos que tanto prejudicam a compreensão objetiva da dimensão real deste.
Já a área de Recursos Humanos, também conhecida como Gestão de Pessoas teve sua notoriedade por volta de 1990, com a junção de conhecimento de duas ciências: a Administração e a Psicologia. Sabe-se que na década de 30, a preocupação com produtividade era a principal essência de uma empresa. No entanto, a exaustão de funcionários para atingir a excelência acabava gerando ônus às organizações, devido à problemas de saúde e à falta de motivação dos colaboradores.
Após o fim da segunda guerra mundial e com o surgimento da Psicologia como ciência, as relações humanas tornaram-se o foco de estudo nas empresas. A importância agora estava atrelada às relações grupais dos colaboradores, à sensação de pertencimento do funcionário à empresa, ao conhecimento que o funcionário possuía ou, que poderia vir a obter enquanto membro daquela empresa (gestão por competência) entre outras perspectivas que ganharam força e foram modelando o setor de Recursos Humanos.
De extrema importância para o funcionamento adequado de uma organização, a área de Recursos Humanos compreende vasta abrangência de atuação. Os setores com atuação direta do RH são: recrutamento, seleção, desenvolvimento, treinamento, liderança, comunicação, motivação, entre outras áreas.
Para Peter Drucker, pai da administração moderna, toda e qualquer organização deve ser considerada como um organismo vivo, isso pois acreditava que todos os setores de uma empresa se interrelacionam. Drucker afirmou que o relacionamento interpessoal impacta diretamente na qualidade e produtividade de uma empresa, considerando, por assim dizer, a importância do trabalhador e suas perspectivas na empresa como fatores essenciais ao negócio.
Idalberto Chiavenato, consultor e autor brasileiro de diversos livros no segmento de Recursos Humanos, utiliza a terminologia "capital humano" para imprimir a importância e a valorização do funcionário na empresa, de forma a valorizá-lo integralmente.
Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, ganhou a atenção do mundo corporativo com sua obra, já que propõe controle das emoções e mudança comportamental. Algo que vai ao encontro de gestores visionários, que contemplam sucesso no mercado com vistas à valorização do colaborador.
É exatamente no sentido das relações interpessoais e da importância do colaborador na empresa, que este tipo de conhecimento se faz necessário na área da dependência química, uma vez que ao longo da história tem se focado grande ênfase unicamente no paciente, deixando os processos institucionais e as equipes que trabalham diretamente com o público em segundo plano.
São importantes as mudanças estratégicas no comportamento, assim como saber se comunicar, sendo assertivo e se relacionando melhor com o outro, visando maior qualidade nas relações interpessoais, o que contribui com melhor qualidade e eficácia do serviço oferecido.
Este curso está pensado para trabalhadores de instituições de tratamento, públicas ou privadas, para trabalhadores e gestores da Rede de Atenção Psicossocial - RAPS, e todos os profissionais que precisam lidar com questões cotidianas da equipe de trabalho, para além das questões inerentes ao tratamento propriamente dito da dependência química.
Os docentes são profissionais com longa atuação prática no campo, o que outorga ao curso maior e melhor aplicabilidade de todos os conteúdos apresentados, já que um dos grandes desafios desta área é poder traduzir o conteúdo teórico numa prática profissional adequada e eficaz.
Focado em profissionais de todas as áreas que já atuam ou buscam atuar nesta área, este curso oferece as ferramentas teóricas e vivenciais necessárias para imprimir maior segurança e efetividade ao seu manejo diário.
Matrículas abertas Início das aulas em 10/04/21
Duração 500 Horas

Nível Especialista
Taxa de Inscrição R$ 160,00
Ver investimentos VER EMPRESAS CONVENIADAS
  • O CONSUMO DE DROGAS NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE: UM DILEMA MORAL
  • O CONSUMO DE DROGAS NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE: ASPECTOS ANTROPOLÓGICOS, SOCIOLÓGICOS E CULTURAIS
  • CLASSIFICAÇÃO E EFEITO DAS SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS LÍCITAS E ILÍCITAS
  • EPIDEMIOLOGIA DAS DROGAS NO BRASIL E NO MUNDO
  • NEUROCIÊNCIAS APLICADAS À DEPENDÊNCIA QUÍMICA
  • PSICOPATOLOGIA E COMORBIDADES NA DEPENDÊNCIA QUÍMICA
  • A COMPREENSÃO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA NA ABORDAGEM COMPORTAMENTAL
  • A COMPREENSÃO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA NA ABORDAGEM COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
  • A COMPREENSÃO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA NA ABORDAGEM PSICODINÂMICA
  • MODELOS DE TRATAMENTO E FINANCIAMENTO PÚBLICO
  • INTERVENÇÕES COGNITIVO-COMPORTAMENTAIS NO CONTEXTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA
  • PRINCÍPIOS ÉTICOS E ABORDAGENS EM DEPENDÊNCIA QUÍMICA
  • DEPENDÊNCIA QUÍMICA E REDUÇÃO DE DANOS
  • O CENÁRIO NACIONAL E INTERNACIONAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS
  • CULTURA ORGANIZACIONAL
  • RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE RH
  • ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL
  • CLIMA ORGANIZACIONAL
  • AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E COMPETÊNCIAS
  • GESTÃO DE PESSOAS EM INSTITUIÇÕES DE ATENÇÃO A PESSOAS COM TRANSTORNOS POR USO DE SUBSTÂNCIAS (TUS)
  • DIDÁTICA DO ENSINO SUPERIOR (MÓDULO ON-LINE)
  • GESTÃO DE PROJETOS E PROCESSOS (MÓDULO ON-LINE)
  • GESTÃO E EMPREENDEDORISMO (MÓDULO ON-LINE)
  • LIDERANÇA E FORMAÇÃO DE EQUIPES (MÓDULO ON-LINE)
  • PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO (MÓDULO ON-LINE)
  • SEMINÁRIO DE PESQUISA (MÓDULO ON-LINE)
  • METODOLOGIA CIENTÍFICA (MÓDULO ON-LINE)
  • SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL (MÓDULO ON-LINE)

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