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A QUESTÃO DA FORMAÇÃO DO ANALISTA - CURITIBA / PR

  • On-line
Início em 26/06/21
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O termo desejo do analista foi usado por Lacan pela 1ª vez em 1958 em oposição ao mau uso da teoria e a técnica da psicanálise feito pelos analistas pós-freudianos diante dos impasses clínicos encontrados na transferência. Com ele, tal como Freud, Lacan fazia oposição à contratransferência, à intersubjetividade e ao uso intelectual da palavra no ato interpretativo. A inserção do corpo do analista no dispositivo analítico, sob a forma do ego do analista, produz o apagamento da dimensão assimétrica necessária e própria à relação analítica. Diante do fracasso do projeto humanista moderno, o analista deveria responder à falta-a-ser do sujeito com o desejo do analista e não com qualquer outra coisa que compartilhasse o sonho de felicidade ou de simetria prometidos pela modernidade. Se, por um lado, era fundamental colocar em jogo o ser do analista, por outro, era impróprio à manutenção do campo psicanalítico fazer confluir a ação do analista com a contratransferência. Instalar a relação analisante-analista sob a égide da simetria seria fazer dela um uso imaginário. Em 1965, Lacan reutilizou o termo desejo do analista para situar a relação da psicanálise com a ciência moderna e formular uma ética que permitisse integrar a descoberta de Freud sobre o desejo inconsciente ao desejo que deve mover o analista em sua prática. Articulou a psicanálise ao campo da ética para saber como a psicanálise deve responder aos efeitos do advento da ciência moderna sobre o sujeito da falta-a-ser que ela mesma produziu.
Este contexto coloca o surgimento do termo desejo do analista como dependente de duas perspectivas que se entrelaçam: 1) a do diálogo de Lacan com a comunidade analítica pós-freudiana no que se refere à formação dos analistas e à transmissão da causa freudiana; 2) a do contexto que vincula o surgimento da psicanálise ao advento da ciência moderna. Para conjuga-las de forma lógica, esse curso pretende elucidar brevemente dois axiomas lacanianos: o que define o sujeito da ciência como sendo aquele sobre o qual a psicanálise opera e o que situa o trabalho do psicanalista sobre esse sujeito como reintrodução do “Nome-do-Pai na consideração científica”. Feito esse percurso, pretende definir o termo desejo do analista através da sua formalização lógica - o matema do discurso do analista - para demonstrar de que maneira ele é considerado por Lacan como o operador do dispositivo analítico.
Matrículas abertas Início das aulas em 26/06/21
Duração 20 Horas

Nível Aprimoramento
  • Tendo em vista o enigma da formação do analista, problematizar o contexto em que Lacan tratou deste tema e as consequências para nosso tempo:
    1) Psicanálise na atualidade: o problema da formação do analista e a questão da autorização;

    2) Desvios na prática analítica: Suficiências, furor Sarandi, Ambição Terapêutica, Educativa e Reformativa; postura psicologizante e metonímica, que explica e injeta significado;

    3) Abstinência e neutralidade: interpretação não é tradução ou enxerto de sentido;

    4) A Psicanálise e seu Ensino;

    5) Estatuto do Saber em Psicanálise e sua relação com a Verdade;

    6) Ética do Desejo;

    7) Análise do Analista: saber do que se serviu em sua própria análise.

* A avaliação referente aos conteúdos ministrados e demais recursos utilizados ao longo das aulas, será realizada no último dia do curso.

Diferenciais

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Estrutura Diferenciada

Pensada para oferecer o melhor para o seu conhecimento.

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Professores de Referência

Referência e Conhecimento Prático dentro de sala de aula.

Mais Informações

26 E 27 DE JUNHO DE 2021.

Sábado: 08h às 18h
Domingo: 08h às 14h.

*Curso com Professor JEAN MICHEL VAPPEREAU ministrado em Francês e traduzido em Espanhol pela Professora PAULA BEATRIZ HOCHMANN . Curso com Professora PAULA BEATRIZ HOCHMANN ministrado em Espanhol sem tradução e sem legenda.

  • Interessados em Geral com graduação.

Professores

A Faculdade Inspirar se reserva ao direito de substituir qualquer um dos professores do quadro docente, em função de impedimento gerado por força maior, podendo ser substituído por outro profissional com a mesma qualificação técnica e titulação acadêmica.

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