Priscila Fontana¹, Lilian Marin², Indiamara Dal Magro²
Resumo
A obesidade caracteriza-se pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo que corresponde a um percentual de gordura na constituição corporal acima de 20% nos homens e 27% nas mulheres. O índice de massa corporal (IMC) é uma medida que relaciona peso e altura, que tem excelente correlação com a quantidade de gordura corporal. A partir do IMC de 30 kg/m existe obesidade propriamente dita e a morbidade e a mortalidade aumentam exponencialmente, sendo a obesidade com IMC>40 kg/m2 denominada obesidade grave, mórbida ou grau III. A obesidade não leva apenas à obstrução das vias aéreas superiores, mas também acrescenta uma carga restritiva ao sistema respiratório, que aumenta o trabalho da ventilação necessitando um trabalho extra dos movimentos do tórax. Objetivo: Avaliar a mobilidade torácica de obesos mórbidos do Serviço Municipal de Fisioterapia e Saúde Funcional de Chapecó- SC (SMSF). Metodologia: Foram avaliados 27 indivíduos obesos mórbidos em atendimento fisioterapêutico do SMSF, que realizavam reabilitação cardiorrespiratória. A cirtometria tóraco-abdominal foi realizada por meio das medidas dos perímetros torácicos, nos níveis axilar, xifoidiano e abdominal, sendo realizadas três vezes em cada nível, com o auxílio de uma fita métrica, medindo-se as circunferências torácica e abdominal, ao repouso (rep), após uma inspiração máxima (insp. max.) e após uma expiração máxima (exp. max.), estando os indivíduos na posição ortostática. Resultados: Os valores médios encontrados da mobilidade torácica aos níveis: axilar ao rep. foi de (117, 4 ± 8,5), insp. max. (119,2 ± 8,4), exp. max.(117,1 ± 8,8); xifoidiano ao rep. (118,4 ± 8,7), insp. max. (119,4 ± 9,5), exp. max. (117,6 ± 9,9), abdominal ao rep. (126,6 ± 13,8), insp. max, (126,0 ± 14,0), exp. max. (126,3 ± 14,0). Considerações Finais: Com base nesses dados observou-se pequena variação na mobilidade torácica dos indivíduos avaliados, em todos os níveis, demonstrando que a obesidade mórbida pode diminuir a mobilidade torácica, consequentemente alterar a função pulmonar. Tais achados remetem a importância da atuação fisioterapêutica para melhoria da mobilidade e função pulmonar em obesos mórbidos.
Palavras-chave: Obesidade, Mobilidade Torácica, Fisioterapia
Sobre os Autores
1 – Fisioterapeuta Graduada pela Unochapecó, Fisioterapia, Universidade Comunitária Regional de Chapecó
2 – Docente Unochapecó, Fisioterapeuta, Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória, Universidade Comunitária Regional de Chapecó







