Intervenção Fisioterapêutica em Síndrome de Williams – Relato de Caso

Postado em 23 agosto 2010 por admin

Chaiane Spassin¹, Janaína Dalla Costa Zaions¹

Resumo

O fisioterapeuta, quando aborda crianças, deve ir além de seus conhecimentos técnicos específicos, e, algumas vezes, pode sentir dificuldade em executar suas técnicas e atingir seus objetivos terapêuticos pela própria resistência da criança. No caso de uma criança com Síndrome de Williams, o desenvolvimento cognitivo, comportamental e motor estão comprometidos. Apresentam aspecto facial típico (face de duende), personalidade amigável, retardo mental de leve a moderado, hipercalcemia na lactência, cardiopatia congênita, hiperatividade, hiperacusia e dificuldades na aprendizagem que vão de leves a moderadas. Desta maneira, é fundamental, para a criança que apresente atraso de desenvolvimento motor e cognitivo, receber experiências adequadas e estimulatórias, visando facilitar o desenvolvimento motor e global do individuo. Objetivo: O objetivo principal deste relato é descrever o atendimento fisioterapêutico realizado a uma criançaportadora da síndrome de Williams, .incluindo sua evolução neuromotora e demonstrando os resultados e as dificuldades terapêuticas encontradas. Metodologia: Relato de experiência do tipo descritiva-interpretativa, de caráter qualitativo. Realizada no ano de 2009, amostra intencional, conforme a disponibilidade do participante, constituindo-se de uma criança de 6 anos de idade, sexo M, com diagnóstico clínico de Síndrome de Williams. A criança freqüentou o programa de atendimento a pacientes da Disciplina de Neuropediatria do curso de Fisioterapia da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missoes – URI – Campus de Erechim. Para avaliação e reavaliação final foi utilizado o protocolo padrão de Avaliação Neurológica Infantil da disciplina. As intervenções foram realizadas na freqüência de uma vez por semana, com 60 minutos de duração, através de técnicas de estimulação de motricidade fina e habilidades motoras fundamentais, alongamentos e fortalecimentos de MMSS e MMII alem técnicas de reeducação postural. O paciente recebeu, um total de 10 atendimentos. Resultados: Os resultados obtidos  oram restritos, já que a criança apresentava resistência em executar atividades as quais, apresentava alguma dificuldade. A resistência e a rejeição foram fatores limitantes para resultados mais efetivos. Entretanto observou-se discreta melhora no aspecto postural e no movimento de pronação. Conclusão: Apesar de não ser possível obter os resultados esperados, pode-se observar, através desta experiência, que as atividades terapêuticas devem, primeiramente, motivar a criança, independentemente do distúrbio que ela possua. Este estudo reforça que a fisioterapia na Síndrome de Williams, pode ser eficaz, mas sua eficácia dependerá da motivação da criança.

Palavras-chave: Fisioterapia, Síndrome de Williams, intervenção motora

Sobre os Autores

1 – Acadêmicas, curso de Fisioterapia da Universidade Regional Integrada – Campus de Erechim

Deixe uma mensagem

Advertise Here
Advertise Here