Influência da Pressão Expiratória Positiva na Força Muscular Expiratória em Paciente com Lesão Medular Traumática: Um Estudo de Caso

Postado em 23 agosto 2010 por admin

Larissa Gasperin¹, Daniele Rossato²

Resumo

As lesões medulares são cada vez mais freqüentes devido principalmente ao aumento da violência urbana. Dentre as causas, o acidente de trânsito e a agressão por arma de fogo são as mais comuns. Dependendo do nível da lesão, o paciente poderá apresentar além de perda da motricidade e/ou sensibilidade, uma redução dos volumes e capacidades pulmonares, bem como a perda da efetividade da tosse. Objetivo: o estudo tem como objetivo verificar se o uso da terapia com Pressão Expitratória Positiva (PEP) auxilia no fortalecimento da musculatura expiratória de um paciente com lesão medular completa a nível de T5, além de observar se a aplicação da terapia com PEP altera os volumes ventilatórios e pico de fluxo expiratório deste paciente na posição sentada e supino. Metodologia: A estratégia metodológica deste estudo é experimental, de caráter quantitativo, sendo realizado em um indivíduo com traumatismo raquimedular completo ( Frankel A) a nível de T5, selecionado através de escolha intencional entre os pacientes com lesão medular atendidos na Clínica Escola de Fisioterapia da URI – Campus Erechim. Para a coleta de dados, serão realizados inicialmente os testes de manovacuometria para verificação das pressões respiratórias máximas, com a utilização de um manovacuômetro digital (MVD 30-Globalmed). Após será realizado o teste espirométrico para avaliação da capacidade pulmonar, com auxilio de um espirômetro (Micromedical, modelo Espirolab II) contendo os valores de CVF, VEF1, CVF/VEF1, PEF e por fim será realizado o teste de pico de fluxo expiratório, com a utilização de um medidor de fluxo portátil da marca Peak Flow Meter. Todos os testes serão realizados em decúbito dorsal e sentado. Em seguida, o paciente será submetido ao treinamento da musculatura expiratória através do aparelho Threshold PEP® (RESPIRONICS), utilizando-se uma carga 30% da Pemax verificada através da manovacuometria. A técnica será realizada em três tempos de 5 minutos com intervalos de 5 min entre os exercícios para descanso. O acompanhamento será realizado durante três vezes por semana, por 3 meses. Após a conclusão do treinamento, serão coletados novamente os valores da manovacuometria, espirometria e pico de fluxo expiratório sendo que os mesmos serão novamente coletados três meses após o término dos atendimentos. Conclusão: Ressalta-se a realização deste trabalho para avaliar a eficácia da terapia com PEP nofortalecimento muscular expiratório deste indivíduo, contribuindo assim para redução das complicações pulmonares geradas pela tosse ineficaz causada pela redução da força muscular expiratória.

Palavras chave: Fisioterapia, Lesão medular, Treinamento muscular respiratório.

Sobre os Autores

1 – Acadêmica do curso de Fisioterapia,
2 – Professora do curso de Fisioterapia, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Campus

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