Soraia Bonissoni¹, Danieli Michelli Seidel¹, Fátima Ferretti²; Rubia do Nascimento³
Resumo
A promoção da saúde da criança e o desenvolvimento das ações de prevenção de agravos são objetivos que apontam para o compromisso de se prover qualidade de vida para a criança e, a assistência integral, contribuindo para que esta possa crescer e desenvolver todo o seu potencial. Sabe-se que os primeiros anos de vida são cruciais para a aquisição de conhecimentos e habilidades, motivos pelos quais é importante promover o desenvolvimento em instituições de ensino infantil. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo verificar os efeitos das ações de promoção da saúde no desenvolvimento motor de pré-escolares, nas áreas da motricidade fina, da motricidade ampla e do equilíbrio. Metodologia: A amostra do estudo constituiu-se de 24 crianças, com média de idade cronológica de 45,5 meses, frequentadoras de um centro de educação infantil, das quais 11 eram do sexo masculino e 13 do sexo feminino. As crianças foram avaliadas individualmente por meio da Escala de Desenvolvimento Motor de Rosa Neto, utilizando-se dos testes referentes à motricidade fina, motricidade ampla e equilíbrio. Após as avaliações, as crianças participaram de uma proposta de 11 intervenções em grupo, de freqüência semanal, que envolveram atividades lúdicas e educativas focadas na motricidade fina e ampla e no equilíbrio, como pinturas, colagem de papel, circuitos com obstáculos, jogos corporais e danças. Com o término das intervenções, todas as crianças foram reavaliadas e os dados obtidos foram comparados e analisados de forma descritiva, adotando média, percentual e estatística inferencial. Resultados: Verificou-se que, na área da motricidade fina, 41,7% das crianças apresentou classificação normal médio na avaliação pré-intervenção e 66,8% na avaliação pós-intervenção. A soma dos percentuais das classificações normal baixo, inferior e muito-inferior nesta área passou de 12,5% para 8,2% na avaliação pós-intervenção. Na motricidade ampla todas as crianças do estudo apresentaram classificações de normal alto a muito superior após as intervenções, inclusive as que apresentaram classificação como normal baixo e inferior antes das intervenções (16,8%). No equilíbrio, o percentual da classificação normal médio passou de 33,3% para 58,3% e o percentual da classificação normal baixo passou de 12,5% para 4,2%. Conclusão: A motricidade ampla foi o componente que apresentou resultados significativos com as intervenções realizadas. O desempenho positivo da maioria das crianças nas três áreas avaliadas expressa que as atividades realizadas contribuíram para o seu desenvolvimento motor, demonstrando a importância de estratégias para a promoção da saúde infantil em pré-escolares.
Palavras-chave: Promoção da saúde, desenvolvimento motor, pré-escolares.
Sobre os Autores
1 – Acadêmicas do 7º período do Curso de Graduação em Fisioterapia da UNOCHAPECÓ
2 – Docente do Curso de Graduação em Fisioterapia da UNOCHAPECÓ. Mestre em Educação nas Ciências
3 – Docente do Curso de Graduação em Fisioterapia da UNOCHAPECÓ. Mestre em Ciências da Saúde Humana e Especialista em Fisioterapia Neurofuncional, Curso de Graduação em Fisioterapia da UNOCHAPECÓ.







