Atuação da Fisioterapia sobre a Capacidade Funcional em uma Criança Portadora de Artrogripose Múltipla Congênita

Posted on 17 agosto 2010 by admin

Giovany Baldissera Bordin¹, Sandra Prigol¹, Lucila Schobert²

Resumo

A Artrogripose Múltipla Congênita (AMC) é uma síndrome rara presente desde o nascimento, que consiste de graves contraturas articulares não progressivas e atrofia muscular (SACCANI, 2008; SVARTMAN, 1995; TECKLIN, 2002.). Objetivo: O objetivo do estudo é verificar os resultados da fisioterapia sobre a capacidade funcional e o grau de independência da criança portadora de AMC, através do teste PEDI. Ainda, observar se este mostra-se adequado para avaliar a capacidade funcional, o grau de independência e os efeitos da fisioterapia em crianças com AMC. Metodologia: A pesquisa do tipo relato de caso de caráter quantitativo, com delineamento transversal e comparativo com amostra intencional contou com uma participante do sexo feminino, 4 anos de idade, tendo como critério de inclusão o diagnóstico de AMC e a aceitação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos responsáveis da criança. O tratamento ocorreu duas vezes por semana, com duração de aproximadamente cinquenta minutos, e totalizou 15 atendimentos. Como instrumento de avaliação funcional foi utilizado o teste PEDI (Pediatric Evaluation of Disability Inventoryo) o qual consta de três partes que avaliam as habilidades funcionais, a assistência do cuidador e as modificações do ambiente, sendo este realizado pré e pós intervenção fisioterapêutica. Resultados: Os resultados obtidos na pós intervenção fisioterapêutica foram todos positivos ficando entre a faixa de 30 a 70 pontos, representando assim a normalidade do desenvolvimento desta criança conforme sua faixa etária. Conclusão: o estudo verificou uma melhora após intervenção fisioterapêutica na capacidade referente ao autocuidado, mobilidade e função social da criança, o que confere a importância da fisioterapia no tratamento da AMC e comprova a eficiência do teste PEDI para a avaliação.

Palavras-chave: Artrogripose Múltipla Congênita, Fisioterapia, Capacidade Funcional.

Sobre os Autores

1 – Graduando do 7º semestre do curso de Fisioterapia da URI – Campus de Erechim
2 – Mestre em Ciências do Movimento Humano, professora do curso de Fisioterapia da URI – Campus de Erechim

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