Perfil dos Indivíduos Atendidos no Ambulatório de Fisioterapia Respiratória no Hospital Terciário

Posted on 25 junho 2010 by admin

Ligia dos Santos Roceto; Renata Cristina Corte; Gabriela Lívio Emídio; Ivete Alonso Bredda Saad.

Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, Campinas, São Paulo

Resumo:

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado com o objetivo de propiciar o acesso universal, com equidade e integralidade à saúde da população em todo território nacional. Somado a estes princípios, a regionalização e a hierarquização direcionam a organização do sistema vigente de forma que todas as regiões do país contem com serviços de saúde de diferentes níveis de atenção, favorecendo as ações em níveis ambulatorial e hospitalar. Desta forma, entende-se que há necessidade de adequação dos profissionais, serviços de saúde e programas de reabilitação para que haja efetividade na implementação dos projetos do SUS. Objetivo: caracterizar o perfil da demanda dos pacientes encaminhados ao Ambulatório de Fisioterapia Respiratória de um hospital universitário para avaliação e tratamento. Métodos: o estudo foi desenvolvido em um Hospital de nível terciário durante o ano de 2007 e caracterizou os pacientes que foram encaminhados pelas especialidades médicas ao Ambulatório de Fisioterapia Respiratória e que foram submetidos apenas a avaliação, bem como à reabilitação pulmonar. Para se estabelecer o perfil da demanda dos pacientes foram selecionadas as variáveis: sexo, idade, diagnóstico, procedência, ambulatório médico de origem e verificado o número de sessões e de avaliações fisioterapêuticas durante o ano. Análise Estatística: foi realizada de forma descritiva, com medidas de frequência para as variáveis qualitativas e medidas de tendência central para as variáveis quantitativas, utilizando-se o programa SPSS (versão 13.0). Resultados: o Ambulatório de Fisioterapia Respiratória recebeu 438 pacientes em 2007, sendo 229 mulheres e 208 homens com média de idade de 54,3 ±12,5 anos. Destes, 23,52% eram procedentes do município de Campinas, 54,7% foram apenas avaliados, sem prosseguir a reabilitação pulmonar e os 45,3% restantes foram acompanhados pela fisioterapia com uma frequência mensal de 4,02±4,1 sessões. A maioria dos pacientes, 93,36%, foi encaminhada pelo ambulatório de Pneumologia com diagnósticos e tratamento de alta complexidade. Conclusões: a população que foi avaliada neste estudo e que pôde se beneficiar dos objetivos da fisioterapia vem acompanhando as mudanças no perfil epidemiológico dos brasileiros.

Palavras-chave: assistência ambulatorial, fisioterapia, serviços de saúde

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