Estimativa de Gastro Energético e Contagem de Passos em Pacientes com DPOC e Idosos Saudáveis

Postado em 25 junho 2010 por admin

Karina Couto Furlanetto1; Gianna Kelren Waldrich Bisca¹; Nicoli Oldemberg Segretti¹; Thaís Jordão Perez Sant’Anna¹; Fernanda Kazmierski Morakami¹; Carlos Augusto Camillo¹; Vinicius Cavalheri¹.²; Nidia Aparecida Hernandes¹.²; Vanessa Suziane Probst¹.³, Ercy Mara Cipulo Ramos ²; Antonio Fernando Brunetto¹; Fábio Pitta¹.².

1 – Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Pulmonar (LFIP), Departamento de Fisioterapia, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina – PR.

2 – Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia, Departamento de Fisioterapia, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Presidente Prudente-SP.

3 – Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Londrina – PR.

Resumo:

Sensores de movimento como pedômetros e acelerômetros são utilizados para estimar objetivamente a atividade física. Porém, ainda não há estudos comparando a acurácia desses aparelhos em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e em idosos saudáveis.

Objetivos: comparar a acurácia de dois sensores de movimento quanto à contagem de passos e a estimativa do gasto energético (GE) em pacientes com DPOC e em idosos saudáveis: um pedômetro relativamente simples e barato (Digiwalker Yamax SW 701) e um multi-sensor tecnologicamente mais avançado e de maior custo (SenseWear Armband). Métodos: 30 pacientes com DPOC (17H, 67±8 anos, VEF1 46±17%predito, IMC 24±4 kg.m2) e 30 idosos saudáveis (15H, 68±7 anos, VEF1 104±21%predito, IMC 25±3 kg/m2) foram submetidos a um protocolo de caminhada em esteira em 3 diferentes velocidades (30%, 60% e 100% da velocidade média atingida no teste da caminhada de 6 minutos). Durante o protocolo, os participantes portavam simultaneamente o pedômetro e o multi-sensor., Como métodos de referência, o GE foi estimado através da análise do consumo de oxigênio por um sistema metabólico portátil (VO2000), e o número de passos foi registrado por uma câmera de vídeo. Análise Estatística: comparações entre os grupos foram realizadas pelo teste-t não pareado. One-way ANOVA foi utilizado para comparar os aparelhos (número de passos e estimativa de GE em cada velocidade e na soma das 3 velocidades), com o pós-teste de Tukey. Adicionalmente, o método gráfico de Bland & Altman foi utilizado para comparação. A significância estatística foi determinada como p<0,05. Resultados: durante a caminhada na velocidade mais alta, o pedômetro mostrou-se acurado na contagem de passos e na estimativa do GE, tanto em pacientes com DPOC quanto em idosos saudáveis, e subestimou os resultados durante caminhadas lentas e moderadas. Em contrapartida, o multi-sensor não apresentou estimativas corretas com relação ao número de passos em nenhuma velocidade nos dois grupos, mas apresentou estimativas corretas do GE em todas as velocidades em indivíduos saudáveis e em velocidades moderadas e altas de indivíduos com DPOC. Conclusão: tanto em pacientes com DPOC quanto em idosos saudáveis, o multi-sensor SenseWear Armband promoveu uma melhor estimativa do GE durante a maior parte do protocolo em esteira quando comparado ao pedômetro Digiwalker, com exceção da velocidade baixa em pacientes com DPOC. Com relação à contagem do número de passos, a acurácia ocorreu apenas com o pedômetro na velocidade mais alta em ambos os grupos.

Palavras-chave: DPOC, atividade motora, avaliação.

Apoio financeiro: Fundação Araucária/Ministério da Saúde/CNPq

Deixe uma mensagem

Advertise Here
Advertise Here