Efeitos do Treinamento Físico sobre a Força Muscular Respiratória em DPOC

Postado em 25 junho 2010 por admin

Melise Jacon Peres¹; Viviane Castilho Moraes¹; Luciana Guazzi Sípole¹; Rafael Barreto De Mesquita¹; Vanessa Probst²; Fernando Antônio Brunetto¹; Fábio Pitta¹

1 – Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Pulmonar (LFIP), Departamento de Fisioterapia, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina, PR.

2 – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde,Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Londrina, PR.

Resumo:

O paciente portador de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) pode apresentar redução da força muscular respiratória. Os benefícios do treinamento físico, tanto de alta quanto de baixa intensidade, sobre capacidade de exercício e qualidade devida desses pacientes já são conhecidos. Porém, pouco se sabe sobre seus efeitos sobre a força muscular respiratória e se diferentes tipos de treinamento ocasionam diferentes resultados. Objetivo: comparar a força muscular respiratória de pacientes portadores de DPOC antes e após treinamentos de alta e baixa  intensidade. Métodos: participaram do estudo 40 pacientes com DPOC (21 homens, 66±8 anos, volume expiratório forçado no primeiro segundo [VEF1]: 35±13 %predito, PImax: 73±27 %predito, PEmax: 112±32 %predito). Desses, 24 pacientes foram submetidos a treinamento de alta intensidade (TAI) – exercícios aeróbicos e de força muscular – e 16 pacientes a treinamento de baixa intensidade (TBI) – exercícios respiratórios e calistênicos. Ambos os protocolos de treinamento duraram três meses, com sessões 3x/semana. A força muscular respiratória foi avaliada antes e após tratamento por meio da mensuração das pressões inspiratória e expiratória máximas (PImax e PEmax, respectivamente). Análise Estatística: para análise estatística, o teste t de Student pareado foi utilizado para análise intra-grupos, enquanto que teste t de Student não pareado e de Mann-Whitney foram utilizados para comparação inter-grupos, adotando p<0,05 como significância estatística. Resultados: no grupo TAI, a PImax aumentou significativamente após o treinamento (68±21 vs 79±24 %predito; p=0,0011), enquanto que a PEmax não se alterou nesse grupo (112±32 vs 117±32 %predito, p=0,2788). No grupo TBI, nenhuma melhora foi observada em PImáx (81±33 vs 79±23 %predito, p=0,8679) e PEmáx (112±34 vs 116±31 %predito, p=0,6970). Conclusão: o treinamento físico de alta intensidade resultou em efeito positivo sobre a força muscular inspiratória de pacientes portadores de DPOC. Nenhum efeito sobre a força muscular respiratória foi observado após um treinamento de baixa intensidade.

Palavras-chave: DPOC, força muscular, treinamento

4 Mensagens para o Post

  1. Ana Lia Vilela Junqueira Diz:

    Oi gostaria muito de receber esse trabalho completo estou procurando mas nao encontro.
    Obrigada

  2. admin Diz:

    Bom dia Ana Lia,

    Todos as edições da Revista está disponível no blog. Segue o link.

    http://www.inspirar.com.br/revista/category/artigos-edicao/

    Equipe Revista Inspirar

  3. Ana Lia Vilela Junqueira Diz:

    Oii
    Nao encontei o artigo
    Se puder me ajunde estou precisando muito deste artigo

  4. admin Diz:

    Bom dia Ana Lia,

    Segue o link com o artigo solicitado.
    http://www.inspirar.com.br/revista/2010/06/efeitos-do-treinamento-fisico-sobre-a-forca-muscular-respiratoria-em-dpoc/

    Equipe Revista Inspirar

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