www.inspirar.com.br Edição #20 || out/dez - 2008
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USP TESTA INJEÇÃO CONTRA RONCO

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP buscam uma nova opção para quem ronca: uma injeção que, aplicada no céu da boca, diminui o ruído causado pela passagem de ar. O estudo, que deve ser concluído no ano que vem, avaliará o efeito da técnica em quase 50 pacientes -- 18 já receberam a injeção.

Os resultados iniciais são equivalentes aos obtidos com a radiofreqüência, tratamento já disponível. Nesse caso, é um aparelho que, por meio de calor, "endurece" o palato mole (parte posterior do céu da boca). O problema dessa técnica é o custo do material de cada sessão, que é de R$ 900. Geralmente são necessárias de três a cinco aplicações. Já o custo do material da injeção seria de cerca de R$ 25, de acordo com o otorrinolaringologista Michel Cahali, orientador da pesquisa.

A injeção é aplicada em três pontos do palato mole, perto da úvula (a campainha). A dor, afirma Cahali, é similar à de uma anestesia. O procedimento endurece a região, mas isso não leva a alterações na voz ou na deglutição de alimentos.

Segundo a otorrinolaringologista Fernanda Martinho, do Instituto do Sono da Unifesp, tanto a injeção quanto a radiofreqüência geram uma lesão na submucosa, causando uma fibrose. "O tecido fica mais rígido, vibra menos e causa menos ronco. Além disso, essa lesão pode levar a uma abertura do espaço respiratório", explica.

Tratamentos

A injeção, assim como a radiofreqüência, apenas alivia o ronco. Além disso, só tem resultado em casos mais leves, em que não há apnéia (pausa na respiração durante o sono), ressalta Cahali. Para os casos mais graves, as opções mais eficazes são as máscaras, os aparelhos intra-orais e as cirurgias.

Travesseiros, fisioterapia e acupuntura não são um tratamento efetivo. O emagrecimento só tem efeito sobre o ronco se a perda de peso é drástica (de aproximadamente 20% do total) em obesos.

O tratamento não busca só a tranqüilidade de quem dorme ao lado. O ronco indica dificuldade para respirar e é o primeiro passo para a apnéia, que sobrecarrega coração e pulmão.

O problema ocorre devido à falta de tônus na musculatura da garganta. Essa flacidez, ligada a componentes genéticos, é mais comum em homens, obesos e idosos. Quem usa remédios que alteram a tônus, como relaxante muscular e antidepressivo, é mais vulnerável ao ronco. O álcool também leva a um relaxamento muscular.

Segundo Martinho, pessoas que roncam pelo menos quatro vezes por semana devem procurar orientação médica.

Outros estudos

"A idéia de uma injeção para endurecer a região e diminuir o ronco é antiga. Vários produtos foram testados, mas a melhora era pequena", afirma Cahali. No fim da década de 90, pesquisadores norte-americanos divulgaram bons resultados. Entretanto, diz Cahali, a patente do produto foi comprada por um fabricante de aparelhos de radiofreqüência e ele deixou de ser fabricado.

No último congresso do American College of Chest Physicians, realizado no mês passado, pesquisadores do Egito apresentaram uma pesquisa com injeções. Foram avaliados 32 pacientes e houve uma diminuição significativa do ronco.

"A idéia é muito sedutora, pois se trata de uma medida simples e barata. O desfavorável é que o problema é do músculo que envolve a garganta, e a injeção não o alcança. A injeção trata o sintoma, mas não a causa", afirma Cahali.

Segundo o médico, se os resultados da pesquisa forem favoráveis, será necessário mais um estudo, para avaliar que pessoas mais se beneficiariam. Se tudo correr bem, dentro de três anos será possível disponibilizar o novo tratamento.

Fonte: Amarílis Lage - da Folha de S.Paulo

CIENTISTAS CRIAM "CÉLULAS ASSASSINAS" PARA COMBATER HIV

Cientistas do Reino Unido e dos Estados Unidos afirmam ter conseguido criar células em laboratório capazes de neutralizar um dos mais bem sucedidos mecanismos de defesa do vírus HIV: sua capacidade de mutação rápida.

De acordo com estudo divulgado na revista "Nature Medicine", as células do sistema imunológico podem se prender ao HIV, causador da Aids, mesmo depois de ele sofrer uma mutação para tentar "despistá-las".

Espera-se que o estudo possa levar a uma forma mais eficaz de combater a infecção do vírus HIV. A maioria dos tipos de vírus pode ser combatida pelas próprias defesas do organismo, em parte graças às "células-T assassinas", que aprendem a reconhecer o intruso e a eliminá-lo.

Mas o poder do HIV se deve à sua habilidade de sofrer mutações rapidamente para fugir da detecção e da destruição.

Versões extras

O projeto em andamento nas Universidades de Cardiff, no País de Gales, e da Pensilvânia, nos Estados Unidos, em parceria com uma companhia de biotecnologia sediada em Oxford, na Inglaterra, envolve a criação de um aglomerado de células com a habilidade de reconhecer e atacar mais destas formas que sofreram mutação.

Para isso, os cientistas "implantaram" versões extras do "receptor de células T" --parte da célula responsável por identificar e remover células infectadas-- que foram programadas para identificar várias mutações do HIV.

"Quando o organismo fica infectado com HIV, o sistema imunológico não sabe o que o vírus vai fazer, mas nós sabemos", disse o imunologista da Universidade de Cardiff que liderou o estudo, Andrew Sewell.

"Diante das células assassinas que criamos, o vírus vai morrer ou ser forçado a mudar seu disfarce de novo, enfraquecendo-se no caminho. Nós preferimos a primeira opção, mas eu suponho que veremos a segunda", acrescentou Sewell.

Segundo o imunologista, mesmo que tratamento "apenas" torne o vírus mais fraco, isso ainda é considerado um bom resultado, pois ficará mais lento e fácil de ser alcançado. "Forçar o vírus a um estado mais debilitado provavelmente diminuiria sua capacidade de se propagar entre a população e pode ajudar a tornar mais lento ou até impedir o desenvolvimento da Aids em indivíduos."

Ade Fakoyak, da organização International HIV/AIDS Alliance, disse que a pesquisa representa um "sistema de detecção aprimorado", mas alertou que pode não ser uma estratégia adequada para todos os portadores do HIV.

"Uma limitação do estudo é que as células assassinas são criadas usando uma parte específica do receptor de células ativas, mas o desenho genético desses receptores varia de acordo com diferentes populações raciais", explicou Fakoyak.

Fonte: Da BBC Brasil

CIENTISTA ANUNCIA NOVAS TECNOLOGIAS EM SAÚDE QUE CHEGARÃO AO BRASIL

Terapias estarão disponíveis para os pacientes a partir do ano que vem - o Vice-Presidente Corporativo e Presidente da Área de Pesquisa Científica e Desenvolvimento da Baxter Internacional, Norbert Riedel, esteve no Brasil para apresentar a palestra Ciência e Tecnologia para a Saúde: Desafios e Avanços no Século XXI.

Riedel se encontrou com representantes do Governo, parlamentares e profissionais da saúde para abordar as principais tendências futuras das pesquisas nesta área – como os estudos com células-tronco, a medicina regenerativa, procedimentos que aumentam a segurança do paciente e tecnologias que estimulem o tratamento domiciliar - e algumas das terapias de ponta que estarão disponíveis para os pacientes brasileiros a partir do ano que vem.

Entre as novidades, os mais recentes avanços em terapias de infusão intravenosa (as que são ministradas na veia a pacientes hospitalizados, como medicamentos, soro fisiológico e outras soluções) e destaque especial ao sistema needleless, que dispensa o uso de agulhas em algumas etapas desse processo.

Os principais esforços nessa área visam reduzir o risco de infecção hospitalar e oferecer maior segurança aos doentes e profissionais de saúde. Uma das infecções mais comuns e preocupantes é a da corrente sanguínea, relacionada com o uso de cateteres. Aproximadamente 90% dos pacientes internados recebem algum tipo de infusão intravenosa e o risco a que estão sujeitos é a entrada de bactérias e outros microorganismos na corrente sanguínea junto com a medicação administrada. Estima-se que no Brasil cerca de 5% a 15% dos pacientes internados contraem algum tipo de infecção hospitalar. Sem o uso de agulhas, diminuem as chances de contaminação por manuseio e entrada de ar.

Medicina regenerativa

Riedel apresentará um novo medicamento capaz de interromper sangramentos abundantes de vasos ou órgãos em cirurgias de alto risco ou em casos de ferimentos por tiro. Em fase de aprovação pela ANVISA, será a primeira medicação no país com esse tipo de característica e indicação precisa e deverá complementar os atuais métodos mecânicos (como pinçamento ou ligadura). Além de aumentar as chances de sobrevivência do paciente, a nova substância reduz o tempo de cirurgia e a necessidade de transfusão de sangue.

Novas formas de administração de medicamentos

Outro foco importante das pesquisas é facilitar a administração de medicamentos. Um dos avanços que serão apresentados é um medicamento composto por uma enzima humana geneticamente modificada que ajuda o paciente a absorver as outras medicações Ele permite que pessoas com dificuldades para receber terapia pela veia possam ser tratadas por via subcutânea e que a medicação seja aplicada em qualquer parte do corpo. Serão beneficiados principalmente crianças, idosos, vítimas de acidente de trânsito e pessoas que necessitem de atendimento de urgência na rua, por exemplo.

Agenda

Brasília

“Ciência e Tecnologia para a Saúde: Desafios e Avanços no Século XXI”

  • Data: 16 de outubro de 2008 (quinta-feira)
  • Horário: das 8hs às 10hs
  • Local: Espaço Renata La Porta
  • SHIS QI 09 – Bloco D – Loja 70 – Lago Sul – Brasília – DF

São Paulo

“Ciência e Tecnologia para a Saúde: Desafios e Avanços no Século XXI”

  • Data: 17 de outubro de 2008 (sexta-feira)
  • Horário: das 9hs às 10hs
  • Local: Hotel Renaissance
  • Alameda Santos, 2233 – Jardins – São Paulo - SP

Sobre a Baxter

A Baxter é uma empresa global e diversificada da área da saúde que desenvolve produtos de biotecnologia, terapias especializadas e equipamentos médicos para hemofilia, doenças renais, distúrbios imunológicos, câncer, trauma e outras condições clínicas críticas. Com 76 anos de atuação no mundo, conta com 46,5 mil colaboradores em 100 países – mais de 1000 no Brasil, onde iniciou suas atividades em 1960.

Fonte: http://www.saudelazer.com/




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