www.inspirar.com.br Edição #20 || out/dez - 2008
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CONFIR, UM SONHO CONCLUÍDO !!!

Dr. Gustavo Alfredo Cuello entrega o III Consenso de Fisioterapia Respiratória de Paranaguá e conclui um sonho antigo!!!

Confira a entrevista com o idealizador do Consenso de Fisioterapia Respiratória e tenha acesso ao material final do XV Encontro Paranaense desta especialidade.

Nome: Dr. Gustavo Alfredo Cuello
Profissão:

• Kinesiólogo pela Universidade de Buenos Aires;

• Especialista em Kinesiologia Cardio-respiratória pelo Colégio de Kinesiologos de La Província de Buenos Aires;

• Doutor em Kinesiologia y Fisiatria pela Universidade de Buenos Aires.

O que o senhor achou do Terceiro Consenso de Paranaguá?

Na minha opinião foi o terceiro encontro, dando continuidade à linha da proposta da Educação Continuada do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Inspirar sob uma idéia-inquietude pessoal que permitiu elaborar um documento baseado na metodologia Delphi para desenvolver o terceiro exercício de consenso : o Con FiR III.

Sessões do Chairman (Coordenador) e do Comitê Organizador, intercaladas com rounds feitos na metodologia Delphi (discussões metodologicamente propostas para não orientar nem influenciar a opinião dos debatedores, questionados a partir de perguntas que deveriam ser respondidas: a) por sim ou não, b) perguntas abertas para serem respondidas num limite de 50 palavras (texto escrito, composição sintática ou com palavras-chave) e c) outras perguntas para serem preenchidas pontuando-as numa escala de 0 a 9 o seu peso, impacto ou influência no assunto consultado (variáveis, funções, estruturas atingidas pela Fisioterapia respiratória, AVDs, presença de conflito de interesses na Fisioterapia, influências, cenários ou setting, dose, identificação de resultados e resposta funcional satisfatória).

Achei saudável e satisfatório fazer o exercício daquela obsessiva idéia e foi ótimo me encontrar, trabalhar com colegas e amigos e desenvolver um documento com a opinião de especialistas.

Quais foram as perspectivas?

Houve consenso. Foi muito bom. Consensar, Consensuar é um ótimo exercício. Falar a mesma terminologia e nomenclatura.

Discutir itens propostos em um questionário protótipo inicial, assim que aceitos os itens de consulta com anuência e concordância do Comitê e Assembléia, para assim desenvolver um questionário definitivo que foi entregue aos debatedores para ser preenchido.

Com os questionários preenchidos, entregues, e os resultados estudados consensuados, finalizou-se o trabalho conforme as normativas para ser publicado numa revista.

Em sua opinião, qual o Impacto na Fisioterapia tanto no campo da pesquisa quanto no campo profissional?

Durante o consenso foi importante mencionar os trabalhos na área da Fisioterapia Respiratória: Lyon, Sobrafir e ConFiR I e II. Tratar variáveis consensuadas, aceitas em concordância como: variáveis de relevância visando regras metodológicas e poder unificar, facilitar o assunto: homologando técnicas, estudando níveis de intervenção na busca do gold standard, para pesquisar cientificamente e tratar aos nossos pacientes, principais destinatários com uma ótima qualidade de atendimento.

Lembrando sempre a carta do coordenador do ConfiR II: O consenso se refere à liberdade com que uma pessoa trabalha em uma comunidade ou grupo, o consenso se estabelece quando duas ou mais partes chegam a um ponto comum de decisão durante uma negociação.

Nada a impor, todo para incentivar um ambiente em que todos os participantes são considerados e respeitados.

Fale um pouco da atuação da Fisioterapia na Argentina e qual a diferença na formação e no campo de atuação.

Acho que a atuação começa pelo reconhecimento ministerial e da comunidade para titular os-Kinesiólogos com nível universitário. Validado desta forma na Argentina como Kinesiología-Fisioterapia, formação universitária desde 1937, na Universidade de Buenos Aires (UBA), marcando o rumo de atuação na área e conseqüente Educação Continuada e Pesquisa.

Houve programas de estudos de Pós-Graduação na área de Fisioterapia Respiratória nos diversos hospitais desde os anos 60 com uma tradição de mais de 10 anos de educação continuada e outros com mais de duas décadas de continuidade, no qual tenho a honra de ter tido participado como aluno e professor.

Os Fisioterapeutas são requeridos nos plantões das UTIs desde a década de 60-70 na função de Sobreaviso. Nos anos 80 eram solicitados como staff para o tempo total do plantão. Hoje a residência hospitalar é um fato reconhecido e pago. Fisioterapia-Kinesiología Respiratória 24 horas é mandatória para uma clínica-hospital qualificado.

Está faltando uma merecida intervenção fisioterapêutica na prevenção e atenção primária da saúde, a ser reconhecida, oficializada pelos municípios, prefeituras e demais departamentos institucionais.

Os postos hospitalares pediátricos e plantonistas são fornecidos pelo governo da Cidade de Buenos Aires e outras, com o objetivo de evitar internamentos, internamentos prolongados e demais complicações derivadas das altas temporadas da epidemia de Bronquiolite.

Cabe mencionar sempre o esforço pessoal de um exército de colegas nas cidades das Províncias do meu país e na nossa Buenos Aires que fazem de tudo, respirando e produzindo eles mesmos a energia para realizar os atendimentos com a camisa F ou K (da Fisioterapia ou Kinesiología) nas diversas áreas desde a Neonatologia até a Geriatria, clínicos e cirúrgicos nas 4 fases da reabilitação.

O campo de atuação é o mesmo dos brasileiros, Kinesiólogos (Fisioterapeutas) estão na mesma área.

Kinesiólogo (Fisioterapeuta)s,s e Terapistas Físicos têm uma homologação das suas titulações. Na Argentina temos escolas de Kinesiología (título Kinesiólogo (Fisioterapeuta)), Universidade pública desde 1937, Universidad Nacional de Buenos Aires; Fisioterapia, Universidade Nacional de Córdoba (título) e Escola Terapia Física , Universidad del Salvador, privada (título terapista físico) nos anos setenta , Universidad Nacional del Nordeste ; Corrientes (título Kinesiólogo (Fisioterapeuta)), e uma Universidade Nacional no estado Entre Rios além de várias outras universidades privadas desde finais dos anos 90.
A diferença fica para uma leitura cinesiológica do problema funcional do paciente baseada em marcadores cinésicos, experiência motriz e vivência temporo-espacial por parte dos Kinesiólogo (Fisioterapeuta)s usando para o seu tratamento modalidades cinésicas e agentes físicos.

Fale um pouco da sua trajetória como Kinesiólogo (Fisioterapeuta).

Sou formado pela Universidade de Buenos Aires, na Escuela de Kinesiología y Fisiatría, MP 2871, Licenciado (Trabalho de conclusão de curso: Kinesiología Respiratria en Neonatología y Pediatría), Doutorado pela UBA, Faculdade de Medicina, na Área Kinesiología e Fisiatría com a Pesquisa Cuidados Kinésicos Respiratórios en los Pós-operatórios de Cirugía Cardiovascular com resultados abordando a Diferenciação do perfil funcional da mobilidade pulmonar pós-operatória e gasometria no período de maior vulnerabilidade, Pontuação do grau de comprometimento pulmonar e o tipo de Tratamento kinésico respiratório pós-operatório ou níveis de intervenção.

Tive treinamento no Hospital Francés de Buenos Aires no curso de Pós-Graduação dos anos 80, o curso do Alfredo F. Cuello no Hospital Privado Güemes Fundação Favaloro e no Hospital Antártida de Buenos Aires. Fui fellow do Departamento de Pediatria Pulmonar do Hospital Universitário de San Juan de Puerto Rico e especialista Cardiorrespiratório pelo Colégio de Kinesiólogo (Fisioterapeuta)s de la Provincia de Buenos Aires, léi 10392 (1992).

Fui staff, plantonista, coordenador em várias clínicas e hospitais. Chefiei o Serviço de Kinesiología Cardio-respiratória e Rehabilitação Física do ICYCC da Fundação Favaloro (1992-2003). Sou terapeuta, consultor e curioso infatigável pesquisador. Docente livre em vários módulos e cursos nacionais e na nossa América Latina.

Sou diretor do curso de Kinesiología Cardio-respiratória da Associação Médica Argentina e Diretor da carreira de Especialização em Kinesiología Cardio-respiratoria da Universidad Católica Argentina de Buenos Aires, aprovada pela CONEAU (res.: 36-06), e trabalho num grupo de estudos e pesquisa desde 1996, hoje: Cesumar-Inspirar, com tradição universitária desde aquele primeiro curso de especialização cardio-respiratória do 1989, aprovado pelo MEC do Brasil da Universidade Tuiuti do Paraná. Foi a nossa origem de trabalho e cooperação universitária por tantos anos. A única condição marcada no nosso relacionamento é de não falar de futebol, nem fútbol também.

Kinesiólogo (Fisioterapeuta)s,s e Terapistas Físicos têm uma homologação das suas titulações. Na Argentina temos escolas de Kinesiología (título Kinesiólogo (Fisioterapeuta)), Universidade pública desde 1937, Universidad Nacional de Buenos Aires; Fisioterapia, Universidade Nacional de Córdoba (título) e Escola Terapia Física , Universidad del Salvador, privada (título terapista físico) nos anos setenta , Universidad Nacional del Nordeste ; Corrientes (título Kinesiólogo (Fisioterapeuta)), e uma Universidade Nacional no estado Entre Rios além de várias outras universidades privadas desde finais dos anos 90.

A diferença fica para uma leitura cinesiológica do problema funcional do paciente baseada em marcadores cinésicos, experiência motriz e vivência temporo-espacial por parte dos Kinesiólogos (Fisioterapeutas) usando para o seu tratamento modalidades cinésicas e agentes físicos.

Obrigado a todos os Profissionais que participaram deste Encontro e a Inspirar, por seu apoio fundamental para que o mesmo fosse realizado.

Dr. Gustavo Alfredo Cuello





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